A origem

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José dos Campos (SindServ-SJC) nasceu em 21 de outubro de 1988, no calor da primeira grande greve da categoria. Liderada pelos servidores da Saúde, a mobilização levou milhares às ruas com a palavra de ordem “arroz, feijão, saúde e educação”, conquistando o apoio da população.

Naquele mesmo mês, uma assembleia histórica com 1.500 servidores criou a diretoria provisória e fundou oficialmente o sindicato. Em resposta à mobilização, a Câmara Municipal aprovou a equiparação dos salários municipais aos estaduais e federais, e o prefeito concedeu 203% de reajuste e reconheceu o SindServ como representante legítimo da categoria.

Assim, apenas 15 dias após a promulgação da Constituição de 1988, o SindServ se tornou um dos primeiros sindicatos de servidores públicos do Brasil.

Resistência e consolidação

Os primeiros anos foram marcados por duras perseguições. Em 1989, o então prefeito Joaquim Bevilacqua suspendeu o desconto em folha da mensalidade sindical, demitiu dirigentes e tentou sufocar financeiramente a entidade. Mesmo assim, a categoria reagiu: os servidores iam pessoalmente à sede para pagar a contribuição, garantindo a sobrevivência do sindicato.

Apesar da repressão, o SindServ seguiu firme. Realizou greves, enfrentou a demissão de diretores, e em 1989 elegeu sua primeira diretoria efetiva com 92% dos votos. Esse período doloroso consolidou a identidade da entidade como combativa, independente e sempre ao lado dos trabalhadores.

Conquistas históricas

  • Ao longo das décadas, o SindServ-SJC acumulou importantes vitórias para os servidores municipais:

  • Tíquete refeição e vale-alimentação;

  • Gatilho salarial a cada 5% de inflação;

  • Subsídio para convênios de saúde;

  • Plano de carreira (triênios, sexta parte, incorporação de HTC);

  • Aposentadoria especial;

  • Jornada de 30 horas para Enfermagem e Assistência Social;

  • Reconhecimento dos sábados de Conselho Participativo como letivos, com direito a horas extras (vitória confirmada em 2025);

  • 2 horas de atividades pedagógicas fora da sala de aula;

  • Participação no Plano Municipal de Educação 2015–2025;

  • Manutenção do Piso Nacional do Magistério;

  • Derrubada do projeto Escola sem Partido;

  • Diversas vitórias judiciais em defesa da categoria.

Atuação política e mobilizações

O sindicato esteve presente em todos os momentos decisivos da história recente do funcionalismo municipal.

  • Anos 1990: durante a gestão Ângela Guadagnin (PT), mobilizações garantiram conquistas importantes. Já nos 16 anos de PSDB (1997–2012), a categoria enfrentou terceirizações, assédio moral e congelamento salarial, mas o SindServ resistiu.

  • 2008 em diante: nova direção saneou as finanças e fortaleceu a Diretoria Colegiada, recolocando a entidade como referência de luta.

  • 2011: o sindicato liderou uma Greve Geral que paralisou a cidade, além da Greve dos Médicos. Realizou protestos criativos, acampamentos e derrotou planos de carreira que prejudicariam os servidores.

  • Governo Carlinhos Almeida (2013–2016): mesmo com frustrações iniciais, o SindServ conquistou subsídio para plano de saúde, 13,3% de reajuste no tíquete alimentação e avanços na Educação.


Estrutura e autonomia

  • Filiado à CUT, FETAM-SP e CONFETAM.

  • Organizado em Diretoria Colegiada, eleita a cada quatro anos.

  • Representa milhares de servidores ativos, aposentados e pensionistas nas áreas de Educação, Saúde, Segurança, Assistência Social e Administração.

  • Mantém-se sem imposto sindical obrigatório, sustentado apenas pela contribuição voluntária de 1% do salário-base dos associados, o que garante independência e autonomia política.

  • Além das lutas salariais, oferece assistência jurídica, convênios, campanhas de saúde, ações solidárias e atividades culturais.


Lutas recentes e compromisso com o futuro

O SindServ-SJC segue na linha de frente em defesa dos servidores e do serviço público. Entre as pautas mais atuais estão:

  • Equiparação do vale-refeição/alimentação com os valores da Câmara Municipal;

  • Reposição das perdas salariais da pandemia;

  • Fim da cobrança de 14% da previdência municipal sobre aposentados e pensionistas;

  • Defesa do diálogo democrático e combate a práticas antissindicais, como o episódio de 2025, quando dirigentes foram impedidos de protocolar ofício na Secretaria de Educação.

De uma entidade nascida em meio à luta por dignidade, o SindServ-SJC tornou-se referência estadual e nacional. Hoje, com 37 anos de história, reafirma diariamente sua missão: defender os direitos dos servidores, valorizar o serviço público e lutar por justiça social.

História do SindServ-SJC

Uma trajetória de luta, resistência e conquistas

A origem

O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José dos Campos (SindServ-SJC) nasceu em 21 de outubro de 1988, no calor da primeira grande greve da categoria. Liderada pelos servidores da Saúde, a mobilização levou milhares às ruas com a palavra de ordem “arroz, feijão, saúde e educação”, conquistando o apoio da população.

Naquele mesmo mês, uma assembleia histórica com 1.500 servidores criou a diretoria provisória e fundou oficialmente o sindicato. Em resposta à mobilização, a Câmara Municipal aprovou a equiparação dos salários municipais aos estaduais e federais, e o prefeito concedeu 203% de reajuste e reconheceu o SindServ como representante legítimo da categoria.

Assim, apenas 15 dias após a promulgação da Constituição de 1988, o SindServ se tornou um dos primeiros sindicatos de servidores públicos do Brasil.

Resistência e consolidação

Os primeiros anos foram marcados por duras perseguições. Em 1989, o então prefeito Joaquim Bevilacqua suspendeu o desconto em folha da mensalidade sindical, demitiu dirigentes e tentou sufocar financeiramente a entidade. Mesmo assim, a categoria reagiu: os servidores iam pessoalmente à sede para pagar a contribuição, garantindo a sobrevivência do sindicato.

Apesar da repressão, o SindServ seguiu firme. Realizou greves, enfrentou a demissão de diretores, e em 1989 elegeu sua primeira diretoria efetiva com 92% dos votos. Esse período doloroso consolidou a identidade da entidade como combativa, independente e sempre ao lado dos trabalhadores.

Conquistas históricas

  • Ao longo das décadas, o SindServ-SJC acumulou importantes vitórias para os servidores municipais:

  • Tíquete refeição e vale-alimentação;

  • Gatilho salarial a cada 5% de inflação;

  • Subsídio para convênios de saúde;

  • Plano de carreira (triênios, sexta parte, incorporação de HTC);

  • Aposentadoria especial;

  • Jornada de 30 horas para Enfermagem e Assistência Social;

  • Reconhecimento dos sábados de Conselho Participativo como letivos, com direito a horas extras (vitória confirmada em 2025);

  • 2 horas de atividades pedagógicas fora da sala de aula;

  • Participação no Plano Municipal de Educação 2015–2025;

  • Manutenção do Piso Nacional do Magistério;

  • Derrubada do projeto Escola sem Partido;

  • Diversas vitórias judiciais em defesa da categoria.

Atuação política e mobilizações

O sindicato esteve presente em todos os momentos decisivos da história recente do funcionalismo municipal.

  • Anos 1990: durante a gestão Ângela Guadagnin (PT), mobilizações garantiram conquistas importantes. Já nos 16 anos de PSDB (1997–2012), a categoria enfrentou terceirizações, assédio moral e congelamento salarial, mas o SindServ resistiu.

  • 2008 em diante: nova direção saneou as finanças e fortaleceu a Diretoria Colegiada, recolocando a entidade como referência de luta.

  • 2011: o sindicato liderou uma Greve Geral que paralisou a cidade, além da Greve dos Médicos. Realizou protestos criativos, acampamentos e derrotou planos de carreira que prejudicariam os servidores.

  • Governo Carlinhos Almeida (2013–2016): mesmo com frustrações iniciais, o SindServ conquistou subsídio para plano de saúde, 13,3% de reajuste no tíquete alimentação e avanços na Educação.


Estrutura e autonomia

  • Filiado à CUT, FETAM-SP e CONFETAM.

  • Organizado em Diretoria Colegiada, eleita a cada quatro anos.

  • Representa milhares de servidores ativos, aposentados e pensionistas nas áreas de Educação, Saúde, Segurança, Assistência Social e Administração.

  • Mantém-se sem imposto sindical obrigatório, sustentado apenas pela contribuição voluntária de 1% do salário-base dos associados, o que garante independência e autonomia política.

  • Além das lutas salariais, oferece assistência jurídica, convênios, campanhas de saúde, ações solidárias e atividades culturais.


Lutas recentes e compromisso com o futuro

O SindServ-SJC segue na linha de frente em defesa dos servidores e do serviço público. Entre as pautas mais atuais estão:

  • Equiparação do vale-refeição/alimentação com os valores da Câmara Municipal;

  • Reposição das perdas salariais da pandemia;

  • Fim da cobrança de 14% da previdência municipal sobre aposentados e pensionistas;

  • Defesa do diálogo democrático e combate a práticas antissindicais, como o episódio de 2025, quando dirigentes foram impedidos de protocolar ofício na Secretaria de Educação.

De uma entidade nascida em meio à luta por dignidade, o SindServ-SJC tornou-se referência estadual e nacional. Hoje, com 37 anos de história, reafirma diariamente sua missão: defender os direitos dos servidores, valorizar o serviço público e lutar por justiça social.

História do SindServ-SJC

Uma trajetória de luta, resistência e conquistas