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História do SindServ SJC

Publicado em História

Filiado à CUT desde o início, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de São José dos Campos foi fundado em 21 de outubro de 1988.

São duas décadas e meia de luta em defesa da categoria, com independência, autonomia e resistência a perseguições de todo tipo.

Durante esse período, o Sindicato barrou a tendência das administrações de levar os servidores à miséria.

Fundação

A fundação formal da entidade ocorreu em 21 de outubro de 1988. Dois dias após o encerramento da primeira grande greve da categoria, em assembleia histórica que teve a participação de 1.500 servidores. Na mesma ocasião foi eleita a Diretoria Provisória do Sindicato.

Tudo começou um mês antes, em setembro de 1988, com os servidores denunciando a falência da Saúde e deflagrando greve.

Lideranças como o médico Dr. Zan e a enfermeira Cidinha foram destaques nesse movimento que gritou pelas ruas de São José a palavra de ordem “arroz, feijão, saúde e educação” e foram aplaudidos pela população.

Dias depois veio a primeira vitória: a Câmara Municipal aprovou lei que autorizava o prefeito a equiparar os salários dos servidores municipais aos dos servidores estaduais e federais.

A greve da Saúde funcionou como estopim da greve geral da categoria. No dia 14 de outubro, uma surpreendente assembleia no Paço criou as condições decisivas para a realização da greve geral, que teve início em 17 de outubro e elegeu uma autêntica comissão de negociação.

As duas comissões anteriores, com membros da Associação dos Servidores Municipais (ASSEM), vinham atuando como porta-vozes do prefeito junto à categoria.

A comissão provisória aprovada na assembleia de 14 de outubro ficou encarregada também de criar o Sindicato. Em nova assembleia, realizada dia 21 de outubro de 1988, foi oficialmente criado o SindServ SJC, com o apoio da CUT.

Com a greve geral de grandes proporções, o prefeito Antonio José concordou em conceder aumento de 203%, fixar uma data-base e reconhecer oficialmente o Sindicato.

O SindServ SJC seria um dos primeiros sindicatos de servidores públicos a surgir no país, apenas 15 dias depois da promulgação da nova Constituição Federal, que passou a permitir a criação de tais órgãos de representação para essa categoria.

A volta de Bevilacqua

Nas eleições de novembro de 1988, Joaquim Bevilacqua conseguiu eleger-se prefeito de São José dos Campos pela segunda vez, o que trouxe consequências dramáticas para o Sindicato. Especialmente para aqueles que estavam à frente da entidade recém fundada, que logo passaram a sofrer perseguições.

Durante a campanha eleitoral, Bevilacqua se mostrou amigo dos trabalhadores, mostrando até trechos da greve na campanha eleitoral. Porém, logo ele deixaria sua máscara de democrata, mostrando sua face truculenta.

Recém empossado na Prefeitura, Bevilacqua suspendeu o desconto em folha das mensalidades do Sindicato, cortando a sustentação financeira da entidade. Em seguida passou a demitir trabalhadores, entre os quais diretores sindicais. O novo prefeito recusou-se a reconhecer o Sindicato e a recebê-lo para negociar.

O corte da contribuição mensal dos filiados deixou o Sindicato em situação de penúria e tornou inviável a continuidade do pagamento dos primeiros móveis, comprados à prestação e que a Justiça mandou apreender. ''Neste dia eu estava na sede, saí e quando voltei haviam levado todos os móveis, o Sidney e a Lucy estavam sentados no chão. Foi um momento muito difícil para a gente. Todos nós choramos", relata Eunice Rosa, uma das fundadoras do Sindicato.

A própria categoria entendeu a importância de "bancar" o Sindicato e muitos iam até a sede, na Rua Mario Sampaio Martins nº 153, para pagar a mensalidade.

Após nova greve em junho de 1989, nove diretores do Sindicato foram punidos e demitidos.

Bevilacqua, que aderiu a campanha para presidente de Fernando Collor e proibiu que os servidores usassem bottons de Lula, não conseguiu impedir a eleição da primeira diretoria do Sindicato. A Chapa 1  teve 92% dos votos.

Logo após Collor meter a mão nas cadernetas de poupança em março de 1990, Bevilacqua renunciou subitamente, após ter sido acusado pela mídia de ter aplicado verbas da prefeitura de forma irregular.

Em abril de 1990, o vice-prefeito Pedro Yves, que trabalha atualmente na administração de Carlinhos Almeida, assumiu a Prefeitura. Yves manteve a repressão aos servidores e conduziu a administração de maneira desastrosa.

Bevilacqua e Yves marcaram a cidade negativamente, num governo repleto de denúncias de corrupção e que fez o servidor empobrecer 80%.

Porém, foi nesse período triste da história de São José, entre 1988 e 1990, que o SindServ SJC se consolidou como um dos principais Sindicatos dos Estado de São Paulo. Uma entidade combativa, que resistiu às duras perseguições e injustiças e sempre esteve do lado do trabalhador.

Principais Conquistas

Ao longo dos 25 anos, foram muitas conquistas importantes como: a implantação do tíquete refeição e a criação do gatilho salarial. Esses avanços não seriam possíveis se os fundadores do Sindicato não tivessem se mantidos firmes e comprometidos desde o início em construir uma entidade forte e legítima.

Governo Angela e os 16 anos de PSDB

As principais conquistas dos Servidores vieram durante o governo Angela (PT) (1993-1996), mas só foram possíveis após grandes mobilizações dos trabalhadores.

O período que o PSDB esteve na prefeitura (1997 – 2012) foram desastrosos para os Servidores. As terceirizações tomaram conta do serviço público, o assédio moral ganhou proporções incontroláveis, não houve aumento real de salário, a Fundhas foi sucateada e o funcionalismo foi abandonado de vez.

Mesmo com o PSDB no governo, o Sindicato continuou atuando. Porém foi só com a vitória da atual gestão da diretoria em 2008 e sua reeleição em 2011, que o Sindicato conseguiu se reestruturar.

Conseguimos sanar as finanças e consequentemente atender melhor aos servidores. Garantimos a efetividade da Diretoria Colegiada e colocamos a entidade na posição de um Sindicato responsável, combativo, independente e compromissado com a ética.

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