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Profª da Fundhas entra em choque e perde memória após briga de alunas

Publicado em Fundhas

No dia 8 de novembro, na unidade Dom Bosco da Fundhas, Campo dos Alemães, duas adolescentes travaram uma briga violenta dentro da sala de aula, com socos, pontapés, palavras de baixo calão e ameaças recíprocas. As cadeiras foram utilizadas como arma e escudo pelas adolescentes. Houve avarias nos móveis e na porta na sala. O comportamento das adolescentes desestruturou os demais atendidos da unidade e também a professora.

Tânia Aparecida Azevedo, professora que presenciou a briga, ligou desesperada para o 190, uma vez que as lideranças da Fundhas não estavam presentes na unidade. Logo após ligar para a polícia, a Professora entrou em estado de choque. Tânia foi levada ao UPA do bairro e medicada, posteriormente teve que seguir para a UNIMED. Submetida a uma tomografia e medicada, a professora permaneceu em observação por aproximadamente 8 horas. A médica que a atendeu Tânia, a Dra. Kalina Tondato de Paula e Silva, inicialmente diagnosticou como Amnésia Global Transitória, em virtude do estresse acentuado e prescreveu encaminhamento para neurologista e psiquiatra.

Segundo José Carlos Zanelli, especialista em Psicologia Organizacional e Trabalho com pós-doutorado pela Universidade de São Paulo "Os trabalhadores nas organizações da atualidade, em geral em função das demandas e das cobranças, encontram-se submetidos a desgastes físicos e emocionais, cuja consequência maior tem sido o seu adoecimento integral".

Infelizmente, essa situação envolvendo violência entre adolescentes na unidade, não é um caso isolado. Diariamente, os educadores e professores da Fundhas e da rede municipal de ensino, são vítimas de violência psicológica, ameaças e às vezes até violência física. Esses profissionais ”acostumam-se” aos maus tratos, minimizando os conflitos alheios e acumulando seus conflitos internos. No caso da professora Tânia, as situações   de conflitos amenizadas de forma acumulada no dia a dia, foi a gota d’água.

Além dessa denúncia pública, o Sindicato está dando todo suporte à professora Tânia e tomará as medidas cabíveis afim de proteger a empregada e reforçar a necessidade de melhorias urgentes nas condições de trabalho dos profissionais.

Fotos da sala de aula depredada:

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