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ARTIGO: As institui√ß√Ķes e seus excessos - Rosemary F. Silva

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Diretora do SindServ SJC e funcion√°ria da Fundhas

         As institui√ß√Ķes s√£o organismos partid√°rios, que agregam aos seus funcion√°rios e empregados p√ļblicos, cargos e favores. As pessoas investidas nos seus cargos e lideran√ßas dos funcion√°rios e empregados em geral, prop√Ķem uma melhoria acentuada na gest√£o administrativa e na gest√£o do pessoal.

         A atua√ß√£o do l√≠der depende de sua capacidade de percep√ß√£o de muitas vari√°veis e da sua aptid√£o de assumir mais de um papel, a fim de adaptar-se √†s v√°rias situa√ß√Ķes que encontra pela frente.

         N√£o √© uma tarefa f√°cil, no interior das institui√ß√Ķes existe uma cadeia de comando, que √© exercida por um r√≠gido esquema de coordena√ß√£o e controle, com pseudos l√≠deres, revestidos de autoritarismo, sem experi√™ncia na gest√£o de pessoas e que para manter esse ‚Äúpseudo poder‚ÄĚ interno nas unidades, utilizam como aparato b√©lico, a transfer√™ncia, a cal√ļnia e difama√ß√£o de seus funcion√°rios e empregados, submetendo-os a constantes humilha√ß√Ķes, com determinismos localizados e a responder processos administrativos forjados com falsos testemunhos. Esses atos abomin√°veis causam profundos preju√≠zos para seus funcion√°rios e empregados, na sua vida pessoal, profissional, al√©m de afetar profundamente a sa√ļde f√≠sica e psicol√≥gica.

         Esse tipo de procedimento √© mais comum do que se imagina, mas em contrapartida caluniadores, difamadores e a m√° gest√£o s√£o sempre desmascaradas com o passar do tempo, caluniadores e difamadores s√£o prisioneiros de sua deforma√ß√£o de car√°ter. Eles repetir√£o o erro e por repeti-lo v√°rias vezes ser√£o desmascarados.

         Os l√≠deres investidos nos seus cargos n√£o podem escapar da responsabilidade dos atos de seus subordinados, alegando tratar-se de um assunto da gest√£o anterior. √Č necess√°rio e urgente a pr√≥ atividade, autenticidade e objetividade nas decis√Ķes para solucionar as demandas e dar credibilidade √† sua gest√£o.  Melhorando o desgastado estado de esp√≠rito de suas equipes.  Como dizia o fil√≥sofo chin√™s Lao-Ts√©: ‚ÄúSe quiser liderar as pessoas, caminhe atr√°s delas‚ÄĚ.

Rosemary F. Silva

ARTIGO: Carlinhos e o jeitinho tucano

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flavio-artigo-ovale-face ArtigosEm 2008, o ent√£o Governador de S√£o Paulo, Jos√© Serra, do PSDB, encaminhou √† Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar (PLC) n¬ļ 62/2008, a fim de permitir que as funda√ß√Ķes de apoio a hospitais de ensino se qualificassem como Organiza√ß√Ķes Sociais (O.S.) e, assim, pudessem administrar unidades de sa√ļde p√ļblica e hospitais p√ļblicos, garantindo a expans√£o da terceiriza√ß√£o na Administra√ß√£o P√ļblica. 

Na época, muitos deputados foram contra a terceirização, alegando que o PL iria prejudicar o atendimento à população. Dentre os parlamentares que votaram contra a terceirização, estava o então deputado estadual CARLINHOS DE ALMEIDA do PT, atual prefeito de São José dos Campos.

Entretanto, logo que assumiu a Prefeitura, Carlinhos, contrariando o posicionamento adotado na vota√ß√£o do PL em 2008, renovou o contrato com a SPDM, a O.S. que administra o Hospital P√ļblico Municipal Dr. Jos√© de Carvalho Florence. Al√©m disso, est√° prestes a inaugurar a UPA do Putim, tamb√©m ser√° administrada por uma O.S, e j√° anunciou a terceiriza√ß√£o das recep√ß√Ķes das unidades de sa√ļde municipais.

Com sal√°rios baixos e um plano de carreira nada atrativo, o Prefeito vem encontrando dificuldades at√© para manter um n√ļmero m√≠nimo de m√©dicos nos hospitais e demais unidades de atendimento.

S√£o Jos√© dos Campos, uma das cidades mais ricas e bem localizadas do Brasil, certamente o problema n√£o √© a falta de profissionais, mas sim a falta de valoriza√ß√£o dos servidores p√ļblicos, que n√£o querem trabalhar em nossa cidade.

A terceiriza√ß√£o comandada pelo atual governo √© uma confiss√£o de abandono dos servidores, que h√° 17 anos vem sofrendo com o achatamento salarial.

A pergunta que fica é: Por que o Prefeito Carlinhos de Almeida do PT, que num passado recente se dizia contra a terceirização, hoje está a seu favor?

Ser√° que sua fala era apenas discurso de oposi√ß√£o? Ou ser√° que o prefeito gostou do ‚Äújeitinho PSDB‚ÄĚ de tratar os servidores municipais?

Fl√°vio Aparecido da Silva J√ļnior
Diretor do Sindicato dos Servidores Municipais de SJC

ARTIGO: Estelionato institucional

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BRUNO-DIRETOR ArtigosEm 2011, a gest√£o tucana apresentou o projeto do novo Plano de Carreira dos servidores p√ļblicos municipais de S√£o Jos√©, que substituiria a evolu√ß√£o funcional por tempo de servi√ßo pela meritocracia. Os gestores da √©poca disseram que a mudan√ßa criaria um est√≠mulo √† produtividade dos servidores, al√©m de ser mais justa, pois apenas os servidores eficientes receberiam aumento de sal√°rio.

Por sua vez, os servidores, conhecedores da máquina, sabiam que a avaliação de desempenho, mecanismo utilizado para aferir a eficiência, seria mais uma ferramenta transformada em assédio nas mãos dos chefes comissionados e prato cheio para a corrupção, já que os trabalhadores precisariam observar mais as ordens políticas do que os deveres legais para ter qualquer chance de promoção.

Aprovada, a lei estipulou o prazo de 12 meses para a carreira ser regulamentada, que posteriormente foi aumentado para 40 meses. Entretanto, tanto a gest√£o tucana, mentora do plano, quanto a atual, que na √©poca era contr√°ria √† lei, n√£o editaram o decreto regulamentar. √Č preciso reconhecer que o prefeito Carlinhos de Almeida (PT) priorizou regulamenta√ß√£o da lei logo em seu primeiro semestre de mandato. Entretanto, mais uma vez traindo a classe trabalhadora, entendeu por bem regulamentar apenas a parte da avalia√ß√£o de desempenho que vem lhe permitindo exonerar injustamente diversos servidores concursados, deixando, ardilosamente, a parte que impulsiona a carreira sem uma v√≠rgula sequer redigida.

Enfim, os servidores municipais não têm mais a tranquilidade que a progressão por tempo de serviço lhes dava para cumprir a lei, nem a prometida carreira baseada no mérito individual.

Agora, se preocupam apenas com as ordens pol√≠ticas para n√£o perderem o emprego. E tudo sob a velha promessa de um servi√ßo p√ļblico mais eficiente. Trata-se de verdadeiro estelionato institucional.

Bruno Riemma Giordano (Bruno RG)
Diretor do Sindicato dos Servidores P√ļblicos Municipais de S√£o Jos√© dos Campos

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