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Sindicato quer prazo para estudo
Por: Jornal Valeparaibano

O sindicato dos Servidores de São José ameaça entrar na Justiça contra os planos de reestruturação de carreira dos médicos e dos fiscais de postura, caso a direção da Câmara não acate pedido de um prazo de 30 dias para estudos dos dois projetos.

Ontem, um grupo de sindicalistas pediu mais prazo para análise das duas matérias. Segundo o diretor do sindicato Venceslau Pedro de Carvalho, 48 anos, a entidade é contrária à mudança do plano de carreira das categorias. "Estamos pedindo aumento real, correção por função e melhorias no tiquete alimentação."

Segundo ele, é necessário mais prazo para que o sindicato analise as duas propostas. "A avaliação por mérito é uma ilusão, pois os benefícios não são incorporados à aposentadoria."

Carvalho criticou a falta de objetividade nos critérios de avaliação. "Existem muitos pontos no projeto que não estão claros, como o sistema de avaliação e a formação da comissão avaliadora. Essa comissão tem de ser paritária."

PLANOS - O novo plano de carreira dos fiscais contempla a criação de 50 novos cargos, o que irá dobrar o número atual de funcionários. Somente profissionais graduados poderão concorrer.

O plano também prevê mudanças no salário base dos fiscais de R$ 1.122 para R$ 2.500 e a inclusão de gratificação trimestral de até R$ 1.250 por vez à todos os profissionais. Após aprovação do novo plano, os fiscais terão um prazo de dois anos para solicitar a mudança.

O plano dos médicos prevê aumentos que variam de 40% a 73,5% nos salários iniciais da categoria --fixados em R$ 2.095,63 para médicos 20 horas e em R$ 2.514,76 para 24 horas.

 

PT protocola 36 emendas aos projetos

A bancada do PT protocolou 36 emendas aos projetos que reestruturam os planos de carreira dos médicos e dos fiscais durante a sessão de ontem na Câmara de São José. Foram 21 emendas para o plano dos médicos e 15 para o dos fiscais.

Líder da bancada, a vereadora Angela Guadgnin (PT) disse que o estabelecimento de cotas de 25% para progressão e de 8% para promoção são questionados. "Entendemos que se todos tiveram a mesma pontuação, todos devem ser beneficiados. Caso contrário, se provoca uma desigualdade."

A vereadora também questiona o tempo que o profissional irá levar para chegar ao topo de sua carreira. "São necessários 78 anos de trabalho para se chegar ao topo. Esse tempo é muito longo."

As emendas também tratam da ampliação do tempo para migração entre os planos atuais e os novos das duas categorias --nos projetos, médicos terão 18 meses e fiscais 24 meses.

A bancada de oposição também pede a formação de uma comissão de gestão de carreira paritária para as duas categorias e critérios mais claros de avaliação.



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